segunda-feira, 9 de novembro de 2015

noite fria

Não estou feliz. Não me sinto completa. Ando à deriva à espera de encontrar não sei o quê.
É estranho sentir-me assim, mas não é algo novo. Isso perturba-me. Significa que não estou bem há algum tempo, e como qualquer pessoa normal não gosto disso. Sinto saudades de mim, muitas.
É difícil descrever aquilo que sentimos quando nós próprios não nos entendemos. O bolo é tão grande, tem 1001 ingredientes e não sabes a receita...andas à nora a tentar que dê certo, na esperança que fique bom. Mas não ficou e das voltas e voltas a tentar perceber onde está o passo que erraste, mesmo sem saberes a receita...e então começas a enumerar as tuas hipóteses de erro e das-te conta daquilo que passaste por cima ou perdeste, das coisas que te têm feito mais falta e daquilo que mais sentes saudades.
Hoje no meio de tantas incertezas, essa é a única verdade que tenho.
A verdade é que a minha máscara nunca cai à frente dos outros, só dentro de mim mesma mesmo. Auto-destruo-me, eu sei, mas sou assim mesmo. Sorrir na frente dos amigos sempre dá aquela ideia que afinal até não estou assim tão avariada, mas é só ideia mesmo, porque no fundo nunca me senti tão fraca.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

mal me quer

A tentação visitou-me esta noite.
Escrevi o teu nome no motor de pesquisa do Facebook e quase fui à tua página para saber de ti. Mas por milagre apaguei a tempo! Queria saber se tinhas alguém. E como estavas, se continuavas o menino lindo que conheci ou se estavas mais homem.
Acho que estou a ter uma recaída...e isso era tudo o que eu menos precisava neste momento. Sinto-me fraca. Então depois de ler o texto da C., veio-me ao pensamento todo o tormento que foi aquando do término da nossa relação. E é naquela fração de segundos entre as saudades e a vinda da horrenda memória do fim, que o meu coração parece bater a mil à hora.
Isto não está certo.

Opinião com um tom de desabafo

Ontem, durante a apresentação de Zoologia, o meu professor disse algo que me deixou a pensar: como cientista nato que é, afirmou que devemos duvidar de tudo que nos dizem, de tudo aquilo que a Ciência dá como certo. Devemos negar tudo o que nos é dito, questionar e ir em busca de respostas...essa é a força motriz da Evolução.
Mais tarde, já no meu quarto, fiquei a matutar naquilo. Não no sentido literal que ele lhe deu, mas sim no mais subjetivo: na Verdade das pessoas (algo que por acaso é muito raro e não acredito, sinceramente).
Penso que o nosso Mundo está seriamente perdido. Estamos inundados de pessoas com pele de Diabo, falsas, mesquinhas, vingativas, mentirosas, mal intencionadas, hipócritas, maldosas, frias e por aí adiante.
Amigas de anos a fios deixam de ser amigas, pessoas que se davam bem connosco mudam da noite para o dia, outras deixam de nos falar sem dizerem o motivo, uns não olham a meios para atingir os fins na sua carreira, não importa quem afetem pelo meio...outros tratam-nos abaixo de cão porque se acham superiores, quando na verdade se sentem tão pequeninos por dentro...outros são invejosos ao ponto de desejaram tirar-nos tudo aquilo que temos...e os vingativos? Ui, fujam deles.
Famílias inteiras, como a minha, chateadas e de relações cortadas. Para quê? A vida são dois dias, amem-se mas é uns aos outros.
Ou é o disse que disse, ou é o dinheiro.
ISTO REVOLTA-ME PROFUNDAMENTE.
Já ninguém se importa verdadeiramente com ninguém, os Dez Mandamentos passaram a "venha a nós, fodei-vos vós"... é tão triste.

Estes dias, estava no local de trabalho da minha mãe e mais uma vez uma das suas clientes ficou estupefacta por eu não ter namorado...a sério, parecia que eu era um alien ou uma anormal. Não lhe disse porquê, só disse que não tinha e pronto. Mas a verdade é que não tenho porque não confio nos homens. Homens com H já não se fabricam. Desde que fui tão ferida pelo N. nunca mais deixei nenhum rapaz aproximar-se...mas não é pelo trauma em si ou porque talvez ainda gosto dele, é pela falta de confiança (em mim e neles) e decência deles. Não sou uma qualquer, porque senão andava com um hoje e outro amanhã e tal...mas não. Não consigo entender essa moda de se "estar" com quem não se gosta. Não me encaixa!
Depois, há aquele tipo de rapazes (sem H) que só olham para o aspeto físico das moças: rabo grande, um bom par de faróis e de preferência uma carinha bem laroca. Não importa o interior, nem os sentimentos...ou se a "moça" já tem um belo "cadastro amoroso". FOGO! Eu não sou desse tipo de miúdas, talvez seja por isso que os rapazes não olham para mim. Mas isso não é mau...sim, custa não me sentir amada, confesso, mas orgulho-me por não ser mais um objeto para um rapaz, uma posse e um passatempo. Já não se fazem HOMENS como o meu pai.

Lamento, lamento mesmo. Lamento o ponto em que chegamos. Em pleno século XXI, onde a Ciência, a Medicina, os Transportes evoluíram tanto, oferecem "títulos" de campeões ao rapaz que comeu mais gajas. Esses são os reis da selva. Mas na minha humilde opinião, são uns valentes cobardes. Porquê? Porque têm a necessidade de mostrar aos outros que são os maiores "machomenes", quando na verdade têm é medo da solidão e da dor de se apaixonarem por alguém e levar um pontapé na bunda. Fracos. Isso não é ser Homem, é ser menino. Como pode tudo convergir para as novas descobertas e haver este tipo de mentalidades? Que paradoxo
Lamento que as pessoas sejam demasiado "pequenas" para aceitar que erraram e por o orgulho de lado e reconhecer isso e pedirem perdão. Eu sei que há duas coisas muito difíceis nesta vida: uma delas é ter a capacidade para "engolir" e ter força para pedir perdão, a outra é conseguir perdoar verdadeiramente. Estragam-se tantas amizades, relações e laços de sangue por coisas tão parvas como o orgulho ou o nariz empinado. E não vale a pena porque não vamos levar a magoa ou o rancor para a cova, mas enfim.
Eu própria nem sempre tive a capacidade de por o meu orgulho de lado para o bem de outra pessoa ou do meu relacionamento com ela. Mas mudei. Fizeram-me mudar (as pessoas e as circunstâncias). Evoluí. Isso sim, enche-me de orgulho.
A parte do perdoar é sempre mais difícil, exige muito de nós...mas pode ser bem gratificante. Espero lá chegar...

Mudam-se os tempos, mas não se mudam as "vontades".




segunda-feira, 7 de setembro de 2015

domingo, 6 de setembro de 2015

Vida depois da Morte

Dizem que o nosso pai é único no Mundo. E eu acredito. Mas também acredito que cada um de nós tem um pouco do seu pai consigo...seja a cor dos olhos, o olhar, o sorriso, as mãos ou os pés, a boca, o rosto, etc...mas não é só disso que falo. Não me estou a referir a quando dizem que tenho o olhar dele, a cara dele e coisas que tais. Falo do interior, mais concretamente na nossa alma, nos nossos sentimentos, na nosso personalidade...e não me venham com a Ciência e a história do DNA!
Esta é a única explicação que consigo encontrar para a relação que tenho com o meu pai. Ele já não está entre nós, os vivos. Mas também não partiu sem deixar rasto. Esta é a única certeza que eu tenho na vida.
Por que razão digo isto? É simples: ele está comigo a toda a hora. Não, não estou maluca. Nós conversamos, mesmo que seja por código ou por "luzinhas" que ele me dá quando lhe pergunto algo do género "é este o caminho?" , "estou a fazer a coisa certa?" ou quando pura e simplesmente desabafo com ele e ele me ajuda, como quando foi com a cena do N., ou quando dizemos boa noite um ao outro, sem ser por palavras, ou até quando sonhamos juntos (sim, porque sempre que sonho com ele, ele dá-me uma mensagem) ou apenas quando tenho a sensação que não estou sozinha, mesmo quando (fisicamente) estou. Tenho um pai omnipresente, atrevo-me a dizer, Senhor.

Posso não tê-lo lá a defender-me dos primeiros namorados, ou a transmitir-te toda aquela sabedoria de pai no meio de sermões quando me porto mal, ou a reclamar e a proteger a sua menina quando saio a noite assim mais "descapotável", mas sei que terei sempre um amigo para a vida. Alguém que me vigia noite e dia, que me guia e ilumina a minha jornada, senão qual era o propósito de ser pai?
Além disso, orgulho-me em dizer que sou filha de um verdadeiro anjo, há coisa mais bela que isso?

Sim, custa não poder abraça-lo à anos, mas não me esqueci como é aquele abraço que só um pai pode dar. Não me esqueci do seu cheiro, da sua voz, dos seus olhos, do nariz, da cara toda, de como eram as suas mãos...tudo. Nem de quando jantávamos juntos, víamos tv juntos, ou quando conversávamos só os dois...nada.
Posso não caminhar com ele também à anos, ou ouvir a sua voz, ou dar umas gargalhadas e sentir saudade disso tudo, mas não deixo de ter um pai herói como as outras pessoas. Muito menos deixo de dizer que o amo todos os dias.
Quando erro, peço perdão, como qualquer filho faz. Quando algo de bom acontece, vou logo a correr contar-lhe. E quando é mau, não preciso, ele sente comigo a minha dor. Mas dá-me força, como qualquer pai. E sei, sem sombra de dúvidas, que mexe os pauzinhos todos que pode para me ver bem!

Posso não voltar a fazer nada com ele de novo, como passear de mota, rir, chorar, jogar à bola, ir ao café, comprar prendas para a mãe, vê-lo fazer-se passar por Pai Natal, ouvi-lo a chamar-me todo feliz quando chegava do trabalho, ir à praia... Mas tenho tantas memórias boas onde me agarrar...e isso já ninguém me tira! "És a mulher da minha vida, a pessoa que eu mais gosto neste mundo e a que mais importa para mim. Depois vem a tua linda mãe."

Não sei se acredito na vida depois da morte, mas acredito que se tudo acabasse ali, no segundo em que morremos, não fazia sentido nenhum. Muito menos sentiria as coisas que sinto...que por acaso são meio inexplicáveis, ou loucura para os mais céticos. Mas a vida é mesmo assim, não vem com regras nem manuais para explicar tudo e manter a ordem e no final, é tão inexplicável e extraordinária quanto os meus mais sinceros devaneios.

sábado, 5 de setembro de 2015

amiga uma vez, amiga não para sempre (infelizmente)

A tua amizade era muito importante para mim...e no fundo sabes muito bem disso. Mas não é da importância que tinhas na minha vida que vou falar, é da falta que fazes nela agora. E lamento muito por isso e pelo motivo que rasgou a nossa amizade de vez (estúpido, na minha opinião, já que eu posso ter falhado sim e não tenho problemas em admiti-lo, mas não estava mesmo nada bem, tu melhor que ninguém sabias que eu estava desfeita em pedaços por dentro.... devias ter percebido isso e ter ficado do meu lado, se me conhecesses tão bem como dizias, mas isso são outras marés e não vamos ir por aí, outra vez...)


Sinto a tua falta porque gostava de ti como uma irmã. Sinto a tua falta porque não partilho a todas as horas coisas boas e más também com ninguém (as más, mesmo as pequeninas, têm dias que fazem um bolo tão gigante cá dentro que sinto que vou explodir... e não estás lá). Sinto a tua falta só mesmo pela conversa de circunstância. Sinto a tua falta por não ter que me explicar a ninguém sobre o que sentia, porque tu já sabias. Enfim, podia estar aqui até gastar as teclas do computador...Acho que se percebeu bem o quanto me fazias falta nas vezes que nos cruzamos e eu simplesmente desatei a chorar, sem motivo aparente. Mas não ligaste (ou se ligaste não mostraste isso), como na festa da F....se não fosse o P., acho que me tinha ido embora dali...

Apesar de termos cortado relações à mais de dois anos, confesso que continuo a preocupar-me contigo e a perguntar aos outros se estás bem ou a cheirar o teu facebook. Pareces-me feliz. Isso tranquiliza-me, mas fico triste por não fazer parte desse teu mundo feliz. Acho que gosto da mesma forma de ti como sempre gostei... E já pensei em tentar outra reaproximação, mas desisto, porque as que já tentei deitaram-me demasiado abaixo. Senti sempre que não te importavas se reatávamos a amizade ou não. Doeu. E pronto, tu sabes, o que eu precisava na altura e agora (menos, mas) também, é de me alegrar e esquecer os problemas.

Às vezes, quando estou deitada na cama à noite, pergunto-me porquê, porquê que acabamos assim...sempre acreditei naquela cena do "uma amizade que dure 7 anos é para a vida toda"..tretas! Foram tantos sorrisos, tantos segredos partilhados, inúmeros conselhos, muito mutuo apoio sempre que foi preciso e para quê? Agora não tenho nada. Nem sequer nos falamos como "colegas".


Não espero que um dia voltemos a ser amigas, pois se o quisesses mesmo tinhas aceitado as minhas desculpas, entendido a minha situação de quase depressão (sim, isso mesmo, nem imaginas o que veio depois...) e também pedido desculpa, porque também mas deves. Desculpa, mas é o que eu acho. Ambas erramos, não importa quem errou mais. Não se trata de orgulho, trata-se de sentimentos. Entre amigos não pode haver orgulho, senão está tudo fodido. É como assinar a sentença de morte da amizade antes de realmente ela começar a viver. Mas sim, queria voltar a ser tua amiga como antes...mesmo tendo tu dito "missão impossível" (que facada que foi ouvir aquilo, nem imaginas)...

Não arranjei ninguém como tu, mas também não queria, nem tanto procurei. As pessoas não se substituem, muito menos os amigos, então aqueles como tu, pelo menos como significaste para mim, esquece! É uma vez na vida e não sei não, só para sortudos...(aprendi isso da pior maneira, é verdade)

Não sei se sentes ou se sentiste a minha falta, mas gostava que me dissesses que sim. Mas duvido, já que até do meu aniversário te esqueceste este ano...fogo, fiquei de rastos, não estava mesmo a contar que falhasses assim comigo, não depois de tudo aquilo que passámos juntas.



Apesar de tudo, espero que continues feliz como tenho visto e que realizes todos os teus sonhos. Desejo que alcances todas as tuas metas.
Luta por ti.





quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Saudades de ti

Mais um ano se passou. E com ele muitas histórias aconteceram. Histórias no meio de milhares ao longo destes 11 anos, que não presenciaste do meu lado Pai. A vida é mesmo injusta.
Não sei se foi por ser o dia que assinala a tua passagem para o Outro Lado, mas hoje falei bastante sobre ti com o A., coisa rara como sabes. Falei mesmo, não escrevi. E sabes que mais? Fez-me bem, estou tranquila. Descobri que é bom recordar momentos felizes com os nossos entes queridos.
Falei de coisas muito boas: a pessoa adorada por todos que eras, o homem correto que sempre foste com as mulheres, o facto de dizeres ao A. e a outras pessoas que a pessoa mais importante da tua vida era eu e que me amavas incondicionalmente, as tuas ''loucuras'' quando saías com os teus amigos, entre outras coisas...
Mas também falei de más...falei do medo que tenho de te esquecer, de me esquecer de uma feição tua ou do teu cheiro, ou ainda da tua voz. Medo esse que sempre tive, mas nunca percebi realmente o que era, apesar de estar lá. Recordei também os últimos momentos da tua vida, as coisas que me disseram sobre o acidente, o que ouvi do avô (''isto está feio, não sei se se safa''), o momento em que a Mãe disse que o Jesus te ia levar e te tirar de mim...enfim. Lembrei-me também das inúmeras vezes que vi o teu assassino passar ao lado da nossa casa e me apeteceu maltratá-lo! Ou de quando estava no terceiro ou quarto ano e a C. disse ''Conheço o homem que matou o teu pai'' , tão cruel. Pu quanto me custou ver az miúdas todas entusiasmadas quando estava a chegar o dia do pai e fazíamos as prendinhas lá na escola e a falarem dos seus pais e eu ali...
Hoje arrependo-me. Arrependo-me de não ter ido ao hospital, de não ter ido ao teu funeral me despedir de ti.... não te dei um ultimo olá, um ultimo beijo, não toquei mas tuas mãos pela ultima vez...enfim. Agora está feito.
Ao menos contaram-me que foi muito digno de ti. Toda a gente foi, ate desconhecidos só por te conhecerem de nome e saberem que eras bom, sei lá...e as palmas? Inédito! Orgulho-me tanto de ti, tu sabes.
A maior alegria que eu tenho no meio disto tudo é em cada vez que me falam de ti, sempre falam bem, nunca vi ninguém a apontar-te o dedo. É tão bom!
Nunca te esqueças que vais ser sempre meu Pai, e quê te sinto sempre do meu lado. Nunca deixes de aparecer nos meus sonhos e nunca, mesmo nunca, deixes de me ouvir e de me responder, as vezes.
Amo-te.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

sinais e lembranças

Durante estes dias, ao olhar e ver o mar, ao ser embalada ao som das ondas a rebentarem na areia, lembrei-me de ti.

Os sinais insistem em fazerem lembrar-me de ti. Um casal ali, um foto acolá, um pensamento vindo sabe-se la de onde que atropela todos os outros...e um texto que se encaixa em ti.

Confesso que as vezes ainda sinto que te amo loucamente, mas depois caio na real e lembro-me de todo aquele sofrimento. E então volto a odiar-te..mas amor e ódio andam tão lado a lado, tipo unha e carne.



http://jafoste.net/apaixona-te-por-um-grande-homem/


'' Um grande homem é aquele ser humano transparente, que não se refugia atrás de cortinas de fumo...'' . alguma vez foste transparente comigo? (aposto que nunca nenhum ''amo-te'' foi realmente sentido e sincero)
'' Não te agarres a um homem que não seja capaz de reconhecer a beleza interior...''
'' Um grande homem não é aquele que chega ao topo ''
'' Não te apaixones por um homem que demonstre frieza, insensibilidade, falta de atenção contigo, corre a léguas dele.''

Tal como o autor do texto acima, gostava de entender o porquê de se trocar uma mulher só por '' uma cor de cabelo ou pele diferente, uns olhos claros, ou um corpo mais esbelto?''. Desde quando o coração deixou de ter valor?!
Enfim.



No fundo (mas bem la no fundo), não te guardo rancor, agradeço-te. Sim, obrigada..
Obrigada por teres sido uma das melhores e piores coisas que me aconteceram. Obrigada por graças a ti ter crescido e aprendido a ser menos burra e ingénua. Obrigada por me teres tornando tão fraca e frágil ao ponto de sentir todo o meu corpo tombar, isso fez me mais forte.
Tornaste-me naquilo que sou hoje. O bom e o mau. O melhor e o pior de mim. Não tinha consciência que uma pessoa podia ter tanto influencia e tornar outra pessoa em algo totalmente diferente daquilo que essa pessoa era antes da passagem da tal pessoa pela sua vida, tudo devido aos seus atos. O ser humano é mesmo uma cena complexa...

As experiências são assim mesmo, cruelmente boas e ''educativas''. Não é verdade?

sábado, 22 de agosto de 2015

As vezes lembro-me de nós só por lembrar. Outras, fazem com que me lembre. Quando me contam histórias semelhantes à nossa, onde parecia que tudo estava a dar certo mas afinal era só fachada da tua parte, ou quando me contam momentos parecidos com aqueles que tivemos (os bons claro)...
Ainda me vou abaixo, confesso. Mas acho que não é como antes...penso que a ferida esteja finalmente a sarar, ou menos brava vá ...
É claro que vai ser sempre um ponto fraco e sensível, afinal de contas marcaste-me imenso, tanto no bom como no mau e transformaste-me na pessoa que sou hoje: mais sensível e mais fria ao mesmo tempo, mais desconfiada e sonhadora ao mesmo tempo, mais carente e independente ao mesmo tempo...sim, saliento o ''ao mesmo tempo'', pois por tua causa parece que sou duas Brunas totalmente opostas consoante a situação. Tenho saudades de mim, fogo.Vou sempre culpar-te por isso.

Voltando ao sarar a ferida, hoje li um texto que mais uma vez me fez lembrar de ti, de nós. Senti que o assunto ''nós'' ainda me perturba (e acho que vai sempre perturbar devido a tudo que me fizeste passar e não, não sou capaz de te perdoar...), mas ao mesmo tempo senti que a fase de querer saber coisas da tua vida a toda a hora passou. Nunca mais fui ao teu facebook, as vezes custou muito resistir mas não sei bem de onde, eu arranjei força!
Penso que a próxima batalha é conseguir com que me sejas completamente indiferente (se é que alguma vez vou conseguir, já que te odeio tanto pelo que me fizeste sofrer...fogo, deixei de acreditar completamente no amor e na sinceridade das pessoas. só queria que sentisses metade do que eu senti! imaginas o que é o próprio abraço da tua melhor amiga te meter nojo e te sentires mal porque ela é uma mulher? não sabes o que eu passei. mas este rancor vai acabar, nem isso mereces e nem a mim nem às minhas lutas isso faz bem. Deus há-de te mostrar o quão cruel foste, eu acredito.).

Sei perfeitamente que ainda sou uma fraca no que toca ao assunto ''N.'' e que tenho um longo caminho a percorrer, mas hoje, ao ler o texto da M. percebi que estou mais forte e determinada. Fiquei orgulhosa de mim... ate já atingi um bom patamar nesta gigantesca pirâmide. E vou continuar, afinal de contas ''a vida é uma escalada e a vista é linda''.