sábado, 5 de setembro de 2015

amiga uma vez, amiga não para sempre (infelizmente)

A tua amizade era muito importante para mim...e no fundo sabes muito bem disso. Mas não é da importância que tinhas na minha vida que vou falar, é da falta que fazes nela agora. E lamento muito por isso e pelo motivo que rasgou a nossa amizade de vez (estúpido, na minha opinião, já que eu posso ter falhado sim e não tenho problemas em admiti-lo, mas não estava mesmo nada bem, tu melhor que ninguém sabias que eu estava desfeita em pedaços por dentro.... devias ter percebido isso e ter ficado do meu lado, se me conhecesses tão bem como dizias, mas isso são outras marés e não vamos ir por aí, outra vez...)


Sinto a tua falta porque gostava de ti como uma irmã. Sinto a tua falta porque não partilho a todas as horas coisas boas e más também com ninguém (as más, mesmo as pequeninas, têm dias que fazem um bolo tão gigante cá dentro que sinto que vou explodir... e não estás lá). Sinto a tua falta só mesmo pela conversa de circunstância. Sinto a tua falta por não ter que me explicar a ninguém sobre o que sentia, porque tu já sabias. Enfim, podia estar aqui até gastar as teclas do computador...Acho que se percebeu bem o quanto me fazias falta nas vezes que nos cruzamos e eu simplesmente desatei a chorar, sem motivo aparente. Mas não ligaste (ou se ligaste não mostraste isso), como na festa da F....se não fosse o P., acho que me tinha ido embora dali...

Apesar de termos cortado relações à mais de dois anos, confesso que continuo a preocupar-me contigo e a perguntar aos outros se estás bem ou a cheirar o teu facebook. Pareces-me feliz. Isso tranquiliza-me, mas fico triste por não fazer parte desse teu mundo feliz. Acho que gosto da mesma forma de ti como sempre gostei... E já pensei em tentar outra reaproximação, mas desisto, porque as que já tentei deitaram-me demasiado abaixo. Senti sempre que não te importavas se reatávamos a amizade ou não. Doeu. E pronto, tu sabes, o que eu precisava na altura e agora (menos, mas) também, é de me alegrar e esquecer os problemas.

Às vezes, quando estou deitada na cama à noite, pergunto-me porquê, porquê que acabamos assim...sempre acreditei naquela cena do "uma amizade que dure 7 anos é para a vida toda"..tretas! Foram tantos sorrisos, tantos segredos partilhados, inúmeros conselhos, muito mutuo apoio sempre que foi preciso e para quê? Agora não tenho nada. Nem sequer nos falamos como "colegas".


Não espero que um dia voltemos a ser amigas, pois se o quisesses mesmo tinhas aceitado as minhas desculpas, entendido a minha situação de quase depressão (sim, isso mesmo, nem imaginas o que veio depois...) e também pedido desculpa, porque também mas deves. Desculpa, mas é o que eu acho. Ambas erramos, não importa quem errou mais. Não se trata de orgulho, trata-se de sentimentos. Entre amigos não pode haver orgulho, senão está tudo fodido. É como assinar a sentença de morte da amizade antes de realmente ela começar a viver. Mas sim, queria voltar a ser tua amiga como antes...mesmo tendo tu dito "missão impossível" (que facada que foi ouvir aquilo, nem imaginas)...

Não arranjei ninguém como tu, mas também não queria, nem tanto procurei. As pessoas não se substituem, muito menos os amigos, então aqueles como tu, pelo menos como significaste para mim, esquece! É uma vez na vida e não sei não, só para sortudos...(aprendi isso da pior maneira, é verdade)

Não sei se sentes ou se sentiste a minha falta, mas gostava que me dissesses que sim. Mas duvido, já que até do meu aniversário te esqueceste este ano...fogo, fiquei de rastos, não estava mesmo a contar que falhasses assim comigo, não depois de tudo aquilo que passámos juntas.



Apesar de tudo, espero que continues feliz como tenho visto e que realizes todos os teus sonhos. Desejo que alcances todas as tuas metas.
Luta por ti.





Sem comentários:

Enviar um comentário