sábado, 22 de agosto de 2015

As vezes lembro-me de nós só por lembrar. Outras, fazem com que me lembre. Quando me contam histórias semelhantes à nossa, onde parecia que tudo estava a dar certo mas afinal era só fachada da tua parte, ou quando me contam momentos parecidos com aqueles que tivemos (os bons claro)...
Ainda me vou abaixo, confesso. Mas acho que não é como antes...penso que a ferida esteja finalmente a sarar, ou menos brava vá ...
É claro que vai ser sempre um ponto fraco e sensível, afinal de contas marcaste-me imenso, tanto no bom como no mau e transformaste-me na pessoa que sou hoje: mais sensível e mais fria ao mesmo tempo, mais desconfiada e sonhadora ao mesmo tempo, mais carente e independente ao mesmo tempo...sim, saliento o ''ao mesmo tempo'', pois por tua causa parece que sou duas Brunas totalmente opostas consoante a situação. Tenho saudades de mim, fogo.Vou sempre culpar-te por isso.

Voltando ao sarar a ferida, hoje li um texto que mais uma vez me fez lembrar de ti, de nós. Senti que o assunto ''nós'' ainda me perturba (e acho que vai sempre perturbar devido a tudo que me fizeste passar e não, não sou capaz de te perdoar...), mas ao mesmo tempo senti que a fase de querer saber coisas da tua vida a toda a hora passou. Nunca mais fui ao teu facebook, as vezes custou muito resistir mas não sei bem de onde, eu arranjei força!
Penso que a próxima batalha é conseguir com que me sejas completamente indiferente (se é que alguma vez vou conseguir, já que te odeio tanto pelo que me fizeste sofrer...fogo, deixei de acreditar completamente no amor e na sinceridade das pessoas. só queria que sentisses metade do que eu senti! imaginas o que é o próprio abraço da tua melhor amiga te meter nojo e te sentires mal porque ela é uma mulher? não sabes o que eu passei. mas este rancor vai acabar, nem isso mereces e nem a mim nem às minhas lutas isso faz bem. Deus há-de te mostrar o quão cruel foste, eu acredito.).

Sei perfeitamente que ainda sou uma fraca no que toca ao assunto ''N.'' e que tenho um longo caminho a percorrer, mas hoje, ao ler o texto da M. percebi que estou mais forte e determinada. Fiquei orgulhosa de mim... ate já atingi um bom patamar nesta gigantesca pirâmide. E vou continuar, afinal de contas ''a vida é uma escalada e a vista é linda''.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

desabafos noturnos

sei que não sou de ferro, mas finjo ser. sei que não sou um pilar de cimento, mas finjo não quebrar como um. por dentro sou um torrãozinho de açucar que derrete com agua e se perde, mas isto só eu e tu é que sabemos. sabemos também que é errado ser assim, mas é defeito de fábrica. podes controlar, mas não podes reparar o estrago. mesmo que queiras e te digam que tens de mudar não consegues, está entranhado no poço mais profundo da tua personalidade.

aprendi isto da pior maneira. da maneira explosiva. chegas a um ponto que todo o teu corpo falha, porque puxaste demasiado por ti e por algo que não eras: pura rocha.
não és inquebrável  nem invencível, muito menos és a super mulher. não aguentas tudo a acumular-se em cadeia e de repente 'PUM'', explodiste. e é aí, naquela fração de segundos pós dano colateral, que te lembras que tens mil e um sentimentos, emoções vividas e guardadas e pedaços da tua história acumulados dentro de ti, desde saudades a uma revolta extrema, passando pelo amor incondicional. (amo-te pai!)
da-se o clique e recordas que tens desejos e sonhos, às vezes inalcançáveis ou que tens a perfeita noção de que nunca os vais concretizar e desistes. mas não o faças. não cometas o meu erro, não deites tudo a perder. luta, acredita em ti e que consegues. a crença move montanhas! e a verdade é que ninguém o vai fazer por ti, a vida é mesmo assim. já ninguém cuida com pureza de alguém.

mas nem tudo é mau. se quiseres, há uma saída: luta por ti mesma, acredita no teu potencial e naquilo que a vida, se a viveres, te reserva.

nunca é tarde demais, confia em mim. eu preciso que confies, para eu confiar também no que estou a dizer...

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Corrida para a felicidade

A vida exige muito de nós, mas também tem muito para nos oferecer, é por isso que é única e só acontece uma vez. Devemos aproveitá-la, dar-lhe valor.
Não é a felicidade que nos procura e acha, somos nós que devemos e temos de correr atrás dela. E não nos é dado muito tempo para tal (resta-me pouco tempo já, confesso), infelizmente.
Digo isto porque sinto que não estou a viver a minha felicidade como devia. Sinto-me profundamente incompleta. Perdi muitos amigos, outros mostraram-se maus amigos e já não fazem parte da minha vida e outros a entrada na Universidade afastou-me deles. Coisas da vida (ou não). Os amigos fazem muita falta, pois não rimos nem choramos com estranhos, muito menos desabafamos com desconhecidos. E sim, todos precisamos de rir muito, faz bem à saude da alma. E todos precisamos de desabafar para não explodirmos por empilhar problemas em cima de problemas. (Gostava de ser menos fechada, mata-me aos poucos este silêncio.)

Amores? Ah, amor, assunto intocável, vazio. Nada acontece, desde do ''grande choque''. Acho que o meu coração parou, congelou para o amor. E tenho pena. Sou demasiado jovem para estar só e para me sentir assim tão ''destapada'' e fria. Mas os choques são assim mesmo, massacram a nossa alma e ela demora a sarar a ferida (se é que alguma vez vai sarar). A confiança perde-se, a incerteza ganha-se e deixamos de acreditar que é possível correr atrás da felicidade outra vez, por medo de sofrer ou de repetir a história...
Contudo, mesmo com receio claro, como todas as mulheres gostava de viver um amor que me consumisse, que me levasse à exaustão de tanta felicidade, que me deixasse sem fôlego, que fosse louco e cheio de adrenalina. Onde há vida, há esperança!


MAS BASTA!!! Hoje estou disposta a mudar o rumo que a minha vida está a tomar. Afinal, nunca é tarde demais para tentar, desde que a força de vontade seja maior que o ''desacreditar'' e mais forte que todos os nossos medos e inseguranças. É possível reconstruir 50-70% da confiança em nós, acho. Com sorte e se te ajudarem a curar a ferida como deve ser, a ''cicatriz'' mal se vai notar e chegarás aos 85%. Mas não te iludas, não vai cair do céu. O primeiro passo é valorizarmo-nos e aprender a gostar novamente daquilo que agora somos. (Vai ser esse o meu primeiro passo, pelo menos prometo aqui que vou tentar e insistir se falhar, pois perder uma batalha não significa que a guerra está perdida, certo?)


A vida é demasiado curta e bela para desperdiçar tempo a sofrer. Há tanto para ver, cheirar, sentir e ter. O Mundo pode ser teu se tu quiseres e por isso fizeres, lembra-te disso e vencerás a corrida para a felicidade.
Vamos vence-la juntos?