estou revoltada!
estás a ver aquela altura em que te apetece gritar por socorro? aquela altura em que sentes um mar agitado e bravo dentro do teu peito e precisas de salvar-te de ti próprio? é angustiante, de facto. é uma tempestade que parece não ter fim, tipo a linha do horizonte...só queres que passe, que acabe de uma vez por todas, queres silêncio, sossego e um raio de sol para te aquecer a alma e te roubar um sorriso, mesmo que seja breve. queres que todas aquelas nuvens pesadas sobre a tua cabeça dissipem!
mas, e quando não termina? quando batalhas, batalhas e batalhas mais uma vez contra o vento e as ondas desse tão zangado e turbulento mar e ele teima em resistir? teimoso. dá luta e valentes socos, o sacana. e tu, o que fazes?
se fores como eu, pensas em desistir de tudo e desejas que tudo se acabe. o teu cérebro bloqueia nesse pensamento, a tua garganta dá um nó e não consegues falar nem respirar e o teu coração sente-se estranho. é uma agonia. estou assim hoje (ou de vez enquanto pronto confesso, entre um dia ou outro).
se fores como eu, não consegues desabafar com quem te é mais querido ou até com o maior estranho que te quer ajudar, e vais guardando e guardando, amontoas revoltas, pesadelos, desesperos, magoas e lágrimas...até ao dia em que vais (vou) explodir.
aqui se escondem os meus segredos, histórias, aventuras e claro, os meus mais inesperados devaneios. confesso que também se esperam dias de nuvens cinzentas e carregadas mas, ainda, outros dias onde a alegria dos raios do sol invandirá e tomará conta da minha alma. bem-vindo!!!
quinta-feira, 30 de julho de 2015
quarta-feira, 29 de julho de 2015
carta que nunca te escrevi
Querido Pai,
Tenho tanto para te contar. São mais de mil e uma histórias. E outras tantas perguntas, tipo ''estás bem?'', ''estás orgulhoso de mim?'' , ''vou voltar a ver-te? a ouvir a tua voz? a dar-te um abraço?'', enfim... Coisas que nunca te disse? Sim, também. E milhões de saudades, tu sabes!!!
Começo por te desejar um feliz aniversário! E confesso-te que espero e desejo do fundo do coração que neste momento estejas a soprar as velinhas e a comer uma grande fatia de bolo, junto da pessoas que gostas e que também já deixaram este mundo. E peço-te que imagines que estou ao teu lado, radiante, e com um grande embrulho.
Oh, tenho saudades de ti, de nós. Tenho saudades de te ver, de te ouvir, de falar contigo. Tenho saudades de quando chegavas trabalho e gritavas 'Bruna' e eu descia as escadas da avó a correr. Tenho saudades de te abraçar. Tenho saudades de andar de mota contigo. Tenho saudades até de quando ficavas bravo comigo, imagina só.
Lembras-te de quando te via a fazeres a barba? Era um programa tão fixe, na altura. E quando fomos ao Portugal dos Pequeninos? Encontrei as fotos estes dias, estavas feliz e eu estava toda sorridente também, lindo momento...
Sabes, de há uns tempos para cá penso em ti mais mil vezes do que já pensava. E a culpa é do tempo, esse malandro! Tempo que só faz aumentar o peso da tua ausência e a falta que fazes nos momentos importantes da minha vida. As memórias em fotografias não me enchem a alma...nunca encheram.
Dou por mim a pensar que não estiveste ao meu lado, fisicamente, quando terminei o 1°ciclo, ou o 2°, ou o 3°, nem quando entrei para a faculdade. Nem vais estar quando me formar. Tal como não me vais acompanhar até ao altar, um dia...nem pegar nos teus futuros netos ao colo. Como também não tive um pai que me dissesse ''primeiro os estudos, depois os namorados'' ou que desse uma murraça ao primeiro que me partisse o coração. Ou ainda ''não uses maquilhagem, nem pintes as unhas, és linda ao natural''. E aqueles abraços que só um pai protetor da sua menina sabe dar na sua adolescência, onde ficaram? Perdidos no mar e a deriva como um naufrago? Onde estavas quando fiz 18 anos? Oh. Podia estar aqui a vida inteira a dizer-te onde e quando mais senti a tua falta. E sinto! É triste, como a vida pode ser tão injusta e cruel. Revolta-me tanto cá dentro, que nem imaginas! Aperta-me o peito, dá-me nós na garganta e pesadelos. Mas eu sei que estás sempre comigo de espírito, a dar-me cada vez mais força para continuar e a iluminar o meu caminho. Eu sinto-o. Obrigada, pai!
Queres que te conte outro segredo??
Antes, quando falavam em ti, fosse sobre o que fosse, não me custava. Agora custa. Fico na mesma contente porque é sempre bom falar sobre ti e sobre tudo que foste e és, mas dói-me. Aperta-te o coração, não sei explicar bem...é uma sensação estranha, ou um misto de sensações. Não sei se fico agitada como o mar no olho da tempestade ou triste como a noite. Não sei se fico nostálgica ou se naquele momento me apetece gritar aos quatro ventos ''chega!''. Não sei se fico orgulhosa ou se me apetece fugir dali. Não sei.
E outro?!
Tenho inveja das minhas amigas, das histórias e das vivências delas com os pais. Fico sem jeito quando elas contam alguma coisa sobre os pais, algo que fizeram com eles ou até de uma simples atitude de pai, como não as deixarem sair à noite. Depois não tenho tanto para partilhar com elas, mesmo que me sentisse confortável, já que te tiraram de mim tão cedo. A vida pode mesmo ser muito curta, fogo.
Termino dizendo-te algo que nunca disse a ninguém: tenho medo, sim, muito medo. Medo de morrer e não ir ao teu encontro e perder a última oportunidade de te abraçar e dizer o quanto gosto de ti e te admiro. Tenho medo de te encontrar e dizeres que não fui tudo aquilo que esperavas de mim ou que te desapontei em algum período da minha vida. E tenho medo de não te ouvir pelo menos mais uma vez que sou a mulher da tua vida e que me me adoras como eu te adoro tanto.
Com os beijinhos mais tornurentos e os abraços mais fortes e apertados do Universo,
Bruna, a tua filha que te ama tanto
PS: ficou muito por dizer e contar...fica para a próxima carta. aproveita as fotos. nunca te esqueças que serás sempre a estrelinha mais brilhante! e, por favor, continua a aparecer nos meus sonhos e a falar comigo!
Tenho tanto para te contar. São mais de mil e uma histórias. E outras tantas perguntas, tipo ''estás bem?'', ''estás orgulhoso de mim?'' , ''vou voltar a ver-te? a ouvir a tua voz? a dar-te um abraço?'', enfim... Coisas que nunca te disse? Sim, também. E milhões de saudades, tu sabes!!!
Começo por te desejar um feliz aniversário! E confesso-te que espero e desejo do fundo do coração que neste momento estejas a soprar as velinhas e a comer uma grande fatia de bolo, junto da pessoas que gostas e que também já deixaram este mundo. E peço-te que imagines que estou ao teu lado, radiante, e com um grande embrulho.
Oh, tenho saudades de ti, de nós. Tenho saudades de te ver, de te ouvir, de falar contigo. Tenho saudades de quando chegavas trabalho e gritavas 'Bruna' e eu descia as escadas da avó a correr. Tenho saudades de te abraçar. Tenho saudades de andar de mota contigo. Tenho saudades até de quando ficavas bravo comigo, imagina só.
Lembras-te de quando te via a fazeres a barba? Era um programa tão fixe, na altura. E quando fomos ao Portugal dos Pequeninos? Encontrei as fotos estes dias, estavas feliz e eu estava toda sorridente também, lindo momento...
Sabes, de há uns tempos para cá penso em ti mais mil vezes do que já pensava. E a culpa é do tempo, esse malandro! Tempo que só faz aumentar o peso da tua ausência e a falta que fazes nos momentos importantes da minha vida. As memórias em fotografias não me enchem a alma...nunca encheram.
Dou por mim a pensar que não estiveste ao meu lado, fisicamente, quando terminei o 1°ciclo, ou o 2°, ou o 3°, nem quando entrei para a faculdade. Nem vais estar quando me formar. Tal como não me vais acompanhar até ao altar, um dia...nem pegar nos teus futuros netos ao colo. Como também não tive um pai que me dissesse ''primeiro os estudos, depois os namorados'' ou que desse uma murraça ao primeiro que me partisse o coração. Ou ainda ''não uses maquilhagem, nem pintes as unhas, és linda ao natural''. E aqueles abraços que só um pai protetor da sua menina sabe dar na sua adolescência, onde ficaram? Perdidos no mar e a deriva como um naufrago? Onde estavas quando fiz 18 anos? Oh. Podia estar aqui a vida inteira a dizer-te onde e quando mais senti a tua falta. E sinto! É triste, como a vida pode ser tão injusta e cruel. Revolta-me tanto cá dentro, que nem imaginas! Aperta-me o peito, dá-me nós na garganta e pesadelos. Mas eu sei que estás sempre comigo de espírito, a dar-me cada vez mais força para continuar e a iluminar o meu caminho. Eu sinto-o. Obrigada, pai!
Queres que te conte outro segredo??
Antes, quando falavam em ti, fosse sobre o que fosse, não me custava. Agora custa. Fico na mesma contente porque é sempre bom falar sobre ti e sobre tudo que foste e és, mas dói-me. Aperta-te o coração, não sei explicar bem...é uma sensação estranha, ou um misto de sensações. Não sei se fico agitada como o mar no olho da tempestade ou triste como a noite. Não sei se fico nostálgica ou se naquele momento me apetece gritar aos quatro ventos ''chega!''. Não sei se fico orgulhosa ou se me apetece fugir dali. Não sei.
E outro?!
Tenho inveja das minhas amigas, das histórias e das vivências delas com os pais. Fico sem jeito quando elas contam alguma coisa sobre os pais, algo que fizeram com eles ou até de uma simples atitude de pai, como não as deixarem sair à noite. Depois não tenho tanto para partilhar com elas, mesmo que me sentisse confortável, já que te tiraram de mim tão cedo. A vida pode mesmo ser muito curta, fogo.
Termino dizendo-te algo que nunca disse a ninguém: tenho medo, sim, muito medo. Medo de morrer e não ir ao teu encontro e perder a última oportunidade de te abraçar e dizer o quanto gosto de ti e te admiro. Tenho medo de te encontrar e dizeres que não fui tudo aquilo que esperavas de mim ou que te desapontei em algum período da minha vida. E tenho medo de não te ouvir pelo menos mais uma vez que sou a mulher da tua vida e que me me adoras como eu te adoro tanto.
Com os beijinhos mais tornurentos e os abraços mais fortes e apertados do Universo,
Bruna, a tua filha que te ama tanto
PS: ficou muito por dizer e contar...fica para a próxima carta. aproveita as fotos. nunca te esqueças que serás sempre a estrelinha mais brilhante! e, por favor, continua a aparecer nos meus sonhos e a falar comigo!
domingo, 26 de julho de 2015
mentira
'' o tempo cura tudo '' , é talvez a grande mentira que se houve mais vezes ao longo da vida, nas mais diversas situações e momentos marcantes da vida: ''isso com o tempo passa'', '' dá tempo ao tempo'', '' não há nada que o tempo não cure'' e blá blá blá...M-E-N-T-I-R-A!!
o tempo não cura a saudade, não cura as memórias que temos com alguém outrora só nosso, não cura nem preenche o vazio que está cravado dentro do peito, bem no meio do coração, não cura a ausência, não apaga traumas, não termina com a falta de, não elimina cicatrizes, nem mesmo as mais pequeninas, só as disfarça como a maquilhagem mascara uma borbulha e outras imperfeições.
o tempo é assim, relativo, diferente de pessoa para pessoa, de caso para caso, de dor para dor.
o tempo é intenso, duro, pesado e leve ao mesmo tempo. pode voar, mas não pode curar.
o tempo não cura a saudade, não cura as memórias que temos com alguém outrora só nosso, não cura nem preenche o vazio que está cravado dentro do peito, bem no meio do coração, não cura a ausência, não apaga traumas, não termina com a falta de, não elimina cicatrizes, nem mesmo as mais pequeninas, só as disfarça como a maquilhagem mascara uma borbulha e outras imperfeições.
o tempo é assim, relativo, diferente de pessoa para pessoa, de caso para caso, de dor para dor.
o tempo é intenso, duro, pesado e leve ao mesmo tempo. pode voar, mas não pode curar.
não me contem mais mentiras.
quinta-feira, 23 de julho de 2015
sofre, espera, encontra
Dizem os entendidos em psicologia, que para encontrarmos o amor da nossa vida, aquele amor que dizem que é para toda a eternidade e que só se vive realmente uma vez, temos de sofrer dois grandes desgostos de amor (aqueles de nos levar do caixão à cova, aqueles que nos fazem bater bem lá no fundo do poço). Primeiro, para sofrer realmente com a perda de alguém, temos que gostar verdadeiramente dessa pessoa, amores de 1 mês ou paixonetas de verão não valem. Entenda-se que ''gostar verdadeiramente'' não é apenas ser capaz de dizer ''amo-te'' ou expôr a relação nas redes sociais como se de um objeto que se vende na feira da ladra se tratasse. E muito mais que isso. É seres capaz de ceder, de engolir todo o teu orgulho para ficares bem com ele/ela, mesmo que saibas que tinhas todas a razão do mundo (acredita, eu sei). Não é só estar constantemente a pensar naquela pessoa, é mostrar-lhe isso mesmo com os mais bonitos dos gestos, com atitudes, não com meras palavras. Palavras leva-as o vento e boca todos temos para dizer coisas simplesmente da boca para fora, que não provam nada, não são sentimento. Sentimento? Sentimento são atitudes, gestos, olhares, sorrisos e lágrimas também. Amor? Amar? Ser amado? Não é sentires o coração aos pulos, é irradiares purpurinas pelos olhos de tanto que o teu olhar brilha, é teres aquela sensação que a alegria e a vontade de estares com aquela pessoa não cabe dentro de ti e quer sair cá para fora a todo o custo! É desejares sentir o sabor da sua boca, o toque da vossa pele...é tudo tão mágico. Tão maravilhoso. Transcende tudo de bom que há no mundo e é capaz de completar até a alma mais vazia. Sim, o amor tem esse poder, o poder de encher almas, corações, vidas! Completa-nos.
Como é que eu sei? Oh, já tive os meus supostos ''desamores'', experências como lhes prefiro chamar, porque nem tudo foi mau. Alias, mau mesmo foi o fim apenas, como qualquer fim de qualquer coisa, certo?
Sim, custou. Principalmente o último, oh , o safado do último. CUSTOU MUITO. (Ainda custa, acho...) Não fui só ao fundo do poço, fui ao centro da Terra, aos portões do Inferno. Sim, foi um verdadeiro inferno. Quem me conhece sabe o quão mudei depois disso, o quanto fiquei apagada e ''desligada'' do mundo à minha volta e as pessoas que perdi com isso. Perdi noites de sono também. Sorrisos? Perdi bastantes, outros deixei escapar por entre as memórias de um passado outrora feliz.
Resta esperar, e ''enquanto há vida há esperança''. Vida não me falta (espero, já que só tenho 19,6 anos) e bom, a esperança é a última a morrer. Além disso, decidi mudar, ou melhor, reencontrar o meu antigo eu e sábado, oh querido sábado, foi a prova disso...
Que venham mais ''sábados'', amén
Como é que eu sei? Oh, já tive os meus supostos ''desamores'', experências como lhes prefiro chamar, porque nem tudo foi mau. Alias, mau mesmo foi o fim apenas, como qualquer fim de qualquer coisa, certo?
Sim, custou. Principalmente o último, oh , o safado do último. CUSTOU MUITO. (Ainda custa, acho...) Não fui só ao fundo do poço, fui ao centro da Terra, aos portões do Inferno. Sim, foi um verdadeiro inferno. Quem me conhece sabe o quão mudei depois disso, o quanto fiquei apagada e ''desligada'' do mundo à minha volta e as pessoas que perdi com isso. Perdi noites de sono também. Sorrisos? Perdi bastantes, outros deixei escapar por entre as memórias de um passado outrora feliz.
Resta esperar, e ''enquanto há vida há esperança''. Vida não me falta (espero, já que só tenho 19,6 anos) e bom, a esperança é a última a morrer. Além disso, decidi mudar, ou melhor, reencontrar o meu antigo eu e sábado, oh querido sábado, foi a prova disso...
Que venham mais ''sábados'', amén
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